Economista de 81 anos, Volcker foi presidente do Banco Central americano entre 1979 e 1987 durante os governos do democrata Jimmy Carter e do republicano Ronald Reagan. Enfrentou uma recessão e uma inflação de dois dígitos, e tomou uma decisão brusca para conter a escalada inflacionária dos EUA - elevou a taxa básica de juros e multiplicou a dívida da maior parte dos países da América Latina, entre eles o Brasil. Na época, ele foi criticado por suas medidas impopulares que causaram uma recessão, mas depois, foi elogiado por seus esforços, informa o jornal The New York Times. Volcker já integrava a equipe econômica de Obama - durante a campanha presidencial, foi um de seus principais assessores para o assunto. Ainda segundo o NYT, antes de indicá-lo para o novo conselho, o presidente eleito estaria considerando Volcker para a Secretaria do Tesouro.
"Ajuda está a caminho"
Enquanto prometia que a "ajuda está a caminho" para os problemas econômicos dos Estados Unidos, o presidente eleito Barack Obama afirmou que o recém-anunciado conselho terá a função de "captar novas idéias de todo o país e de todos os setores da economia". "Às vezes, a formulação de políticas pode tornar-se muito isolada em Washington, muito insular", disse Obama a repórteres durante a entrevista coletiva em Chicago. "Os muros podem, às vezes, deixar para fora as novas vozes e as novas formas de pensar".
Volcker, que vai liderar o Conselho, levará anos de experiência na formulação de políticas para o painel. Obama apontou a experiência dele no gerenciamento de crises econômicas no passado e seus serviços prestados tanto a administrações democratas quanto republicanas.
Moldado na era do presidente Dwight D. Eisenhower (1953-1961), o Conselho se reportará a Obama periodicamente com sugestões para aumentar o crescimento econômico, criar empregos, elevar os salários e enfrentar a crise no mercado imobiliário. "Eles (os conselheiros) estão lá para desafiar nossas premissas, para nos dar a certeza de que não estaremos fazendo a mesma velha coisa de sempre", disse o novo presidente.
Obama evitou criticar o modo como a administração George W. Bush tem lidado com a crise, mas afirmou estar frustrado com a estagnação do crescimento dos salários e a incapacidade do governo de enfrentar desafios de longo prazo como a resolução dos problemas no sistema de saúde e no setor energético. "Estou frustrado com a incapacidade de Washington de tomar medidas ousadas, claras e decisivas para lidar com nossos problemas econômicos. Fui eleito com o objetivo de recolocar esta economia em forma, mas também para ter a certeza de que a economia estará trabalhando em benefício das famílias de classe média", afirmou.
Nenhum comentário:
Postar um comentário