Aliados do presidente Hugo Chávez foram eleitos em 17 estados. Durante a votação, 106 pessoas foram detidas.
O candidato da oposição, Antonio Ledezma, vai governar Caracas, capital da Venezuela, segundo o balanço parcial das eleições regionais divulgado na madrugada desta segunda-feira (24).
A oposição também venceu o governo nos dois estados mais populosos do país: Miranda e Zulia. Mas, com cerca de 95% dos votos apurados, aliados do presidente Hugo Chávez já venceram em 17 dos 24 estados venezuelanos.
Ao menos 106 pessoas foram detidas pelas autoridades durante a votação, muitos por destruir urnas de votos. Seis pessoas foram presas no estado de Guarico por supostamente atacar eleitores.
Uma pessoa foi esfaqueada em um confronto entre apoiadores do governo e opositores no estado de Bolívar. Já no estado de Anzoategui, assaltantes levaram dois rifles de soldados de plantão em um local de votação.
Atualização
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, afirmou neste domingo que a "governabilidade" do país está assegurada, quaisquer que sejam os resultados das eleições regionais realizadas hoje. O líder venezuelano afirmou que, quem não reconhecer os resultados, vai ter uma "morte política".
"Independentemente dos resultados desta jornada, a Venezuela seguirá sendo um país com altos graus de governabilidade", afirmou o mandatário, após votar em sua seção eleitoral, a oeste de Caracas. "[Temos que reconhecer] a voz da nação. Temos que reconhecer o árbitro que demonstrou mais uma vez sua imparcialidade", acrescentou.
Cerca de 17 milhões de venezuelanos estão habilitados hoje para escolher 22 dos 23 governadores do país, mais de 300 prefeitos e mais de 200 legisladores locais, em eleições regionais que tanto o governo de Hugo Chávez quanto a oposição consideram "chave" para o rumo do jogo político no país. Os primeiros resultados devem ser divulgados a partir das 18h30 (hora de Brasília).
"Honra para o vencido, glória para o vencedor e amanhã a Venezuela segue sua marcha", disse ainda Chávez.
O presidente também insistiu na transparência do processo eleitoral venezuelano. "Na Venezuela, é impossível haver fraudes eleitorais", afirmou. Ele disse que somente espera a "morte política" de setores minoritários da oposição que rejeitem os resultados e acrescentou que "o Estado está preparado para fazer cumprir a vontade popular".
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse ter confiança de que as eleições regionais deste domingo no país vão demonstrar a "força" da democracia venezuelana e de suas instituições. Ele afirmou também que, quaisquer que forem os resultados, a manutenção da "governabilidade" está garantida.
"Independentemente dos resultados desse dia, a Venezuela continuará sendo um país com alto grau de governabilidade", afirmou Chávez, depois de depositar seu voto no bairro popular de 23 de Enero, a oeste de Caracas.
"Temos de reconhecer o que a voz da nação diz (...) Honra ao vencido e glória ao vencedor e, amanhã, a Venezuela segue sua marcha", afirmou.
Chávez pediu a todos os venezuelanos que fossem votar e garantiu que o processo eleitoral, 100% automatizado, está "blindado" e é um dos "mais transparentes, mais rápidos e mais seguros do mundo". "Na Venezuela é impossível haver fraudes eleitorais", afirmou.
O presidente venezuelano acrescentou que não foram relatados problemas no processo de votação, mas assegurou que o governo está preparado para conter qualquer "eventualidade" que surgir. Sem citar nomes, Chávez disse ainda que quem não reconhecer os resultados da urnas terá uma "morte política".
Ao todo, 16.887.734 venezuelanos eram esperados neste domingo para votar. Estão em disputa cargos de 22 governadores, 326 prefeitos, dois prefeitos metropolitanos, além de 233 deputados estaduais, 13 vereadores metropolitanos e sete vereadores distritais.
A presidente do Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela (CNE) afirmou que a eleição regional do domingo (23) será a primeira votação totalmente automatizada no país e pediu a confiança dos eleitores nas urnas eletrônicas, dizendo que foram testados.
"O sistema eleitoral venezuelano é seguro não porque o dizemos, é porque é 100% transparente em cada uma de suas fases e componentes, e isso é fundamental", disse Tibisay Lucena, presidente do CNE.
"A Automatização deve estar e está a serviço da integridade, da expressão soberana do povo, mas também deve estar a serviço de dar-lhe segurança e tranqüilidade às organizações políticas e grupos de eleitores que estão elegendo candidatos", disse Lucena, citada pelo diário local "El Universal".
A venezuelana afirmou ainda que "com grande orgulho podemos anunciar que o desejo da população de ter a automatização do voto em todas as suas fases se cumpriu em 100% pela primeira vez".
Após a votação, as urnas eletrônicas serão entregues aos militares, que serão encarregados da segurança do processo eleitoral e de leva-las ao CNE, segundo o site do órgão. A operação militar ao longo da eleição foi denominada Plano República.
Os venezuelanos elegerão neste domingo 22 dos 24 governadores do país e quase todos os prefeitos. Pesquisas apontam para a vitória da oposição ao presidente Hugo Chávez em ao menos seis Estados. No pleito anterior, há quatro anos, os opositores conseguiram dois.
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