
Holder encabeça a lista de nomes cotados para assumir Departamento de Justiça
O futuro presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, deverá nomear o primeiro procurador-geral negro dos Estados Unidos, Eric Holder, 57, ex-secretário do presidente Bill Clinton (1993-2001). A informação é da revista americana "Newsweek".
Eric Holder se transformará no "primeiro afro-americano a dirigir o Departamento de Justiça", informou a revista, citando "duas fontes próximas à equipe de transição" democrata. De acordo com a publicação, Obama ofereceu o cargo a Holder, que o aceitou.
Neste momento, a equipe do democrata investiga o passado do candidato, antes de confirmar a decisão, acrescentaram as mesmas fontes. Holder já estava na lista de possíveis candidatos ao Departamento de Justiça.
Segundo a revista, Eric Holder ajudou na escolha de um candidato à Vice-presidência de Obama, ao lado de Caroline Kennedy (filha do ex-presidente John Kennedy). Holder participou ativamente da campanha democrata, tendo crescido politicamente ao lado do novo presidente eleito.
De acordo com a "Newsweek", a equipe de transição ainda não definiu o nome do procurador- geral adjunto. Uma possível indicação do chefe de gabinete de Obama, Rahm Emanuel, seria Elena Kagan, ex-advogada da Casa Branca, também no governo Clinton. Outro candidato defendido pelos conselheiros seria David Ogden, atualmente no departamento de Justiça da equipe de transição.
A diferença entre os dois é baseada na experiência profissional. Enquanto Kagan possui maior influência política, Ogden tem mais experiência no Departamento de Justiça. De qualquer maneira, o anúncio da nomeação não acontecerá antes do secretário do Tesouro e do secretário de Estado, completou a publicação.
Além de Holder, um dos nomes que mais são cogitados para o governo de Obama é o da senadora Hillary Clinton, a qual poderia ser a próxima secretária de Estado.
Segundo a imprensa americana, o grande obstáculo para a nomeação é decidir se haveria algum tipo de conflito de interesses com as atividades do ex-presidente e marido da senadora, Bill Clinton.
O secretário do Tesouro terá na próxima administração uma importância singular, devido a gravidade da crise econômica no país. O ex-secretário da pasta no governo de Clinton, Larry Summers, era um dos nomes mais cotados para assumir a posição, mas a candidatura parece ter perdido força nos últimos dias.
Para o Departamento de Defesa, uma das possibilidades mais divulgadas é a de que Obama optará por manter em seu posto o atual chefe do Pentágono, Robert Gates, durante um ano, para supervisionar o desenvolvimento dos conflitos no Iraque e no Afeganistão.
Obama prometeu agir com "pressa" nas nomeações, as quais devem começar a serem feitas oficialmente nos últimos dias de novembro. O governante eleito optou pela discrição e apenas compareceu hoje em público em discurso à reunião de governadores, onde sustentou que sua "Presidência marcará um novo capítulo na liderança dos EUA sobre a mudança climática".
Sua meta é levar até 2020 as emissões ao nível que tinham em 1990, e diminuí-las em 80% até 2050. Além disso, se propõe a investir US$ 15 bilhões anuais para promover o uso de energias limpas no setor privado.
Obama afirmou que "logo que assumir o cargo, podem ficar certos de que os EUA voltarão a se envolver de forma profunda nestas negociações, e ajudará a liderar o mundo a uma nova era de cooperação global sobre a mudança climática".
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