Curtas Sobre OBAMA

Obama liga para Lula e aceita convite para visitar o Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou, por volta das 19h30 (horário de Brasília) desta terça-feira, por telefone, com o presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama. O telefonema do futuro presidente americano foi um retorno de contato anterior feito pelo governo brasileiro. Durante a ligação, Obama aceitou o convite para visitar o Brasil, em data ainda a ser definida.

Na conversa de quinze minutos, Obama demonstrou conhecimento sobre o Brasil, em especial sobre os programas sociais, economia e energia renovável, segundo fontes do Palácio do Planalto.

Obama reconheceu o Brasil como ator fundamental na construção de propostas para superar a crise financeira mundial e também na América Latina, especialmente em relação à reforma do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas).

O presidente eleito do EUA informou a Lula, que se encontra em viagem à Itália, que não vai estar em Washington no próximo sábado (15), quando será realizada a reunião do G20 (que reúne países desenvolvidos e emergentes). O próximo presidente dos EUA elogiou o papel que o Brasil está tendo no G20 e sua contribuição na busca por uma solução para crise econômica.

O democrata também transmitiu ao presidente brasileiro seu "orgulho" por ter tido em Harvard um professor brasileiro, que agora ocupa uma pasta no gabinete de Lula, Roberto Mangabeira Unger, ministro extraordinário de Assuntos Estratégicos.

Equipe de transição de Obama proíbe participação de lobistas

O chefe da equipe de transição do presidente eleito Barack Obama, John Podesta, anunciou na tarde desta terça-feira as novas regras para os lobistas que participaram da campanha do democrata.

Durante a transição, não será permitida a participação financeira, arrecadação ou movimentação de lobby durante a mudança de governo. Também estará proibida a participação de lobistas que tenham feito alguma negociação nos últimos 12 meses.

"As orientações éticas divulgadas hoje na transição são duras e inequívocas. O presidente deseja que o governo seja capaz de atrair os indivíduos cuja prioridade é servir o interesse público. Este é um passo muito construtivo nesse sentido", afirmou Thomas Mann, da Brookings Intitution (instituição independente de pesquisa e política).

Para Norm Ornstein, do American Enterprise Institute, as medidas são necessárias para se "restaurar a confiança no governo". "A política pode excluir algumas pessoas boas com profunda experiência em suas áreas, mas também irá excluir aqueles que vêem no serviço público um trampolim para o sucesso financeiro", disse.

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