China anuncia pacote econômico de US$ 586 bilhões

A China anunciou um pacote de estímulo à economia de 4 trilhões de iuans, o equivalente a US$ 586 bilhões até 2010 para impulsionar a demanda doméstica, segundo informações da agência oficial de notícias Xinhua neste domingo (9).

As maiores economias do mundo têm anunciado planos para recuperar seus mercados e socorrer bancos afetados pela crise financeira mundial. Nos Estados Unidos, um plano de socorro aos bancos deve ser de US$ 700 bilhões. Na Alemanha, foi anunciado um pacote de US$ 675 bilhões.

Os investimentos serão concentrados em dez áreas, como infra-estrutura rural, habitação para baixa renda, água, energia, transporte, meio ambiente, inovação tecnológica e reconstrução em áreas atingidas por desastres. Em maio, um terremoto atingiu o país, matando milhares de pessoas.


Política fiscal 'ativa'

O anúncio foi feito pelo Conselho de Estado neste domingo. Na quarta (5), o primeiro-ministro da China participou de uma reunião que definiu que a expansão do crédito deve ser "racional" e focar setores que poderão "promover e consolidar" a expansão do crédito ao consumo.

O país adotará uma política fiscal "ativa" e política monetária "moderada" para sustentar o crescimento "rápido, porém constante" por meio da expansão da demanda doméstica.


Redução de impostos


As políticas de estímulo a economia incluem uma redução de impostos, que, segundo a Xinhua, cortarão custos de 120 bilhões de iuans na indústria. A agência não informou como o gasto extra será financiado. O pacote também inclui aumento no financiamento a pequenas e médias empresas.

Segundo a Xinhua, a China investirá 100 bilhões de iuans em construção nacional neste trimestre e 20 bilhões de iuans no ano que vem para a reconstrução em áreas atingidas por desastres naturais.


Medidas anteriores



Em setembro, o Banco Central da China anunciou a redução das taxas de juros nos empréstimos de um ano e da taxa de reservas obrigatórias de alguns bancos com o objetivo de estimular sua economia.

Foi a primeira redução das taxas de juros desde 2002. Nos últimos anos, o BC chinês realizou uma série de aumentos das taxas de juros e das reservas obrigatórias para frear a economia e principalmente controlar a inflação.

Em outubro, o Conselho Estatal do país anunciou um plano para ajudar o Banco Agrícola da China, maior banco rural estatal chinês com uma injeção de capital de cerca de US$ 19 bilhões de fundos soberanos do país.

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