Azul assina contrato de concessão para operar no Brasil

Agora, empresa depende de aprovação de rotas e horários dos vôos. Pedido será analisado por Anac, Decea e Infraero.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) concedeu a autorização para que a Azul Linhas Aéreas opere no Brasil. O contrato de concessão foi assinado na quarta-feira (26) e vale por dez anos. Contudo, para começar a vender passagens e voar efetivamente a companhia precisa receber autorização para operação das rotas.

Segundo a Anac, os chamados horários de transporte (hotrans) precisam ser analisados pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), pela Superintendência de Serviços Aéreos da Agência e pela Infraero antes de serem concedidos.

A Azul já havia feito o pedido dos hotrans que gostaria de operar, mas como ainda não havia assinado o contrato de concessão a Anac não encaminhou o documento para análise. Agora, a empresa terá que dar entrada com novo pedido. O órgão regulador tem até 30 dias para emitir essa autorização.

O G1 entrou em contato com a Azul, mas a assessoria não soube informar quando a empresa entrará com um novo pedido.

Aeromoça ajuda piloto a pousar Boeing depois de crise nervosa do co-piloto

Uma aeromoça de um Boeing 767 da Air Canadá, que fazia a rota Toronto-Londres, assumiu o controle da aeronave para ajudar o piloto a fazer um pouso de emergência na Irlanda, depois que o co-piloto sofreu uma crise nervosa e ficou "beligerante", revelou um relatório oficial nesta quarta-feira (19).

O incidente ocorreu em 28 de janeiro passado. O segundo comandante do aparelho começou a "desvairar e falar coisas sem sentido" quando o avião, com 146 passageiros e 9 tripulantes, sobrevoava o Oceano Atlântico, o que obrigou o piloto a tomar a decisão de pousar no aeroporto de Shannon, ao oeste da Irlanda.

A investigação informa que outra aeromoça ficou ferida ao tentar conter o co-piloto, que, por fim, foi afastado dos controles e imobilizado em um assento da cabine de comando.

Sem assistente a seu lado, o comandante do avião, a dez mil metros de altitude, perguntou: "Há algum membro da tripulação com conhecimentos de pilotagem?".

Por sorte, uma das aeromoças tinha uma licença para pilotar aviões comerciais e sentou-se ao lado do comandante para iniciar a descida e posterior aterrissagem em Shannon.

Após chegar, o piloto elogiou o trabalho da aeromoça, e o co-piloto foi levado ao hospital da localidade de Ennis, no condado de Clare, onde permaneceu internado durante onze dias.

O relatório oficial, elaborado pela Unidade de Investigação de Acidentes Aéreos da Irlanda (AAIU), não especifica o tipo de crise nervosa sofrida pelo co-piloto, mas inclui as opiniões de dois médicos que o trataram e que qualificaram seu estado de "confuso e desorientado".

O piloto explicou que seu colega se tornou "agressivo, reticente a cooperar e incapaz" de desenvolver suas funções, enquanto um passageiro lembra de ter ouvido o co-piloto mencionar no viva voz "Deus".

"Para seu próprio bem e pela segurança do avião, a medida mais apropriada foi retirá-lo de suas responsabilidades e solicitar qualquer atendimento médico disponível a bordo", destaca a investigação.

"Ao perceber que era uma situação difícil, o comandante agiu com tato e conhecimentos e manteve o controle da situação o tempo todo. Portanto, o comandante e os assistentes de vôo devem ser parabenizados por seu profissionalismo", acrescenta o relatório.

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