PIB da Grã-Bretanha 'encolhe' pela primeira vez em 16 anos

No segundo trimestre, economia havia registrado crecimento zero.
Dados aumentam temor de que país possa entrar em uma longa recessão

O Produto Interno Bruto (PIB) da Grã-Bretanha encolheu 0,5% no terceiro trimestre do ano, anunciou nesta sexta-feira a Escritório Nacional de Estatísticas (ONS) do país. A retração foi a primeira em 16 anos, e aumentou o temor que a economia da Grã-bretanha possa enfrentar uma dolorosa e longa recessão.

A retração de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB) nos três meses encerrados em setembro foi a maior desde o quatro trimestre de 1990 e a primeira contração desde o segundo trimestre de 1992, informou o escritório nesta sexta-feira (24).

"É uma entrada muito enfática na recessão que ressalta a necessidade de cortes dramáticos do juro, o que acho que o Banco da Inglaterra fará", afirmou Brian Hilliard, economista do Société Générale.

A economia britânica já registrara um resultado frágil no segundo trimestre, com crescimento zero. No entanto, o Reino Unido não estará oficialmente em recessão até que sejam anunciados dois trimestres consecutivos de crescimento econômico negativo.

O Produto Interno Bruto (PIB) da Eurozona retrocedeu 0,2% no segundo trimestre do ano, em comparação com o primeiro, segundo a terceira estimativa da agência européa de estatísticas Eurostat.

Esta é a primeira vez que o PIB da Eurozona (15 países) cai desde sua criação em 1999. Se o retrocesso voltar a acontecer no terceiro trimestre, o espaço da moeda única entrará em recessão técnica.

Para a União Européia em seu conjunto (UE-27), o crescimento foi nulo no segundo trimestre. No primeiro trimestre, o crescimento foi de 0,7% do PIB na zona euro e de 0,6% na UE-27.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) reviu nesta sexta-feira (3) sua previsão para o crescimento da economia brasileira para o ano de 2008. A nova expectativa da entidade é de crescimento de 5,3% do Produto Interno Bruto (PIB). Em junho, a CNI previu que o aumento do PIB seria de 4,7%.

No informe conjuntural divulgado nesta sexta-feira, a entidade destaca o crescimento do PIB de 6% no primeiro semestre para rever a previsão. É observado ainda o aumento da demanda interna, que tem auxiliado no crescimento econômico. Para a CNI, o crescimento do mercado interno se deve ao aumento da massa salarial, maior gasto público e ampliação do crédito.

A expectativa positiva para 2008, no entanto, não se estende para o próximo ano. A CNI acredita que a crise internacional pode impedir que o Brasil mantenha o ritmo de crescimento. Por isso, a expectativa da entidade é que o PIB cresça 3,5% em 2009.


Com informações da Reuters e da AFP

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