O capitalismo catastrófico ou a catástrofe capital

O papel central do Estado na economia é o de promover a distribuição.

Sob o capitalismo, distribui favores de maneira desigual. Sob o socialismo, promove a distribuição igualitária das misérias.
A crise global trouxe à tona um novo sistema econômico: o Capitalismo Anárquico-Estatal.

Eis o seu primado doutrinário: Se a farinha é pouca, o pirão do mercado vem primeiro.

Antes, dizia-se que Estado moderno era Estado modesto. Agora, afirma-se que a modernidade está na no expansionismo.

No Brasil, a fila do socorro intervencionista do Estado é seletiva: primeiro a banca. Depois os exportadores, os agronegociantes e os construtores.

Nesta sexta (24), um novo pires achegou-se à fila. Industriais encomendaram a Lula a constituição de um fundo. Coisa de R$ 10 bilhões.

Dinheiro do BNDES, da Caixa Econômica, dos fundos de pensão das estatais... O pretexto é a necessidade de financiar projetos de infra-estrutura.

A Viúva vive uma quadra de assédio hediondo. Antes, a veneranda senhora convivia com o capitalismo catastrófico.

Agora, flerta com a catástrofe capital. O risco de tunga é iminente. Sobretudo quando se considera um detalhe muito importante:

O maior déficit do Estado não está nas arcas do Tesouro, mas entre as orelhas dos gerentes da chave do cofre.

Escrito por Josias de Souza

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